Só os Grandes caem e têm força para levantar

Eu ia tentar escrever este texto ontem, mas como nas derrotas do GALO, penso que as derrotas no futebol são como ressaca, então é melhor esperar o dia seguinte pra ver como elas vão “bater”. Moro atualmente no segundo estado mais carioca da federação. Durante pelo menos as duas ou três últimas semanas, pude ver a diferença de tratamento das duas torcidas de times cariocas no que diz respeito ao sofrimento pelo eminente rebaixamento que estava por vir. Enquanto vascaínos saíam às ruas com a camisa, tricolores se recusavam a falar de futebol. Logo eles, que um ano antes tinham sido tão chatos, tão implicantes ao comemorar um título brasileiro de futebol vazio e mal jogado. Claro que isso é juízo de valor. O Fluminense fez uma campanha melhor como visitante que meu GALO, mas ainda assim, não apresentou um futebol mais bem jogado.

sentimento20vasco

Eu tenho profundo respeito por torcedores na hora do sofrimento. Não comemoro rebaixamento. Exceto ontem. O do Fluminense eu torci. Acompanhei quase tanto quanto o próprio jogo do GALO. Além do famoso tapetão que o fez subir direto da série C para a série A, outra coisa me fez tomar nojo do tricolor carioca. E nem foi o fato de ter tirado o Campeonato Brasileiro de 2012 e todo o sofrimento daquele jogo que acabou com a cabeçada do Leo Silva no fim do jogo. Foi em 2009, quando Fluminense e Coritiba brigavam contra o rebaixamento e o time do Rio foi como visitante buscar o resultado na capital paranaense. O fluminense conseguiu se manter na série A, o técnico era o Cuca e o Coxa comemorava seus 100 anos amargando uma péssima campanha. A torcida do Fluminense então começou a gritar “Coxa otário, caiu no centenário!”. Rivalidade é uma coisa, babaquice é outra. E desde então eu detesto a torcida do Fluminense mais que a torcida do Cruzeiro ou Flamengo.

Há uma diferença histórica de times que possuem raiz popular. É possível perceber isso entre Vasco e Fluminense, por exemplo. Apesar de ser positivo que a Globo perca hegemonia com menos times cariocas (e consequentemente do eixo) na série A do Brasileirão, eu sinceramente não queria que o Vasco caísse. Pela tradição, pela história, pelos amigos vascaínos que tenho. Tenho muita dó dos que se gabam que seus times nunca caíram. Primeiro porque não devem conhecer a fundo sua história. Alguns times que dizem que nunca “caíram”, também não disputaram todas as edições do campeonato brasileiro. Outros dependeram de acordos com a federação de futebol ou grupos de TV para se manter na elite do futebol brasileiro. É uma glória muito grande pra um time se manter unido nas derrotas e ter tranquilidade pra voltar pela porta da frente (como fez o GALO, o Corinthians, o Palmeiras (duas vezes), o Grêmio, o Botafogo e o Vasco fará mais uma vez, tenho certeza. E como fizeram tantos outros) Não como fez o Fluminense, com ajudinha do João Havelange, seu presidente de honra, com uma copa da maracutaia.

#FluminensePagueASérieB

#FluminensePagueASérieB

Aos amigos tricolores, minhas desculpas. Mas não se cria uma história de um dia para o outro. Aos vascaínos, minhas torcida para que esse período passe rápido e vocês possam voltar de onde nunca deveriam ter saído. A glória não existe só para os vencedores. Mas principalmente para os que sabem perder.

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